Hoje gostaríamos de partilhar convosco um texto publicado pelo Prof. António Pereira no seu blog.
É um bom exemplo de como, por vezes, na ânsia da mudança, nos acomodamos com o estatuto ou meta adquiridos.
Temos de combater essa tendência, levando os nossos objectivos ao expoente máximo. Para que mergulhemos neles, sem receios.
Aqui fica.
“Às vezes seria melhor deixar as coisas como elas eram, nos casos em que alguém passa para um determinado patamar e muitas vezes acaba por desvirtuar a essência daquilo que motivou a galgar esse degrau.
Acontece que em 30 anos de profissão com o Método DeRose, reparo num fenónemo que me deixa triste e desgastado e que ocorre com alguns alunos que depois de passarem a ser Instrutores perdem essa característica tão bonita e genuína da retribuição espontânea (pújá e guru-sêva), e tudo passa a ser uma dificuldade, tornam-se reactivos, arrogantes e começam subtilmente a afastar-se de quem os ensinou, o seu Monitor, da Escola onde aprenderam e muitas vezes do seu Mestre.
Nestes casos, penso ser ideal essas pessoas ficarem somente como alunas, por que nessa categoria, são e continuam amigas, próximas, queridas e pró-activas, enquanto ao tornarem-se instrutoras, passam a ser o oposto e o único ânimo nesta situação é que ela também se verifica noutras profissões, o que torna por outro lado a coisa mais gravosa, visto estarmos a trabalhar num processo de auto-aperfeiçoamento do Ser Humano, visando um maior autoconhecimento e por essas mesmas razões maior a responsabilidade em corrigirmos este fenómeno.
Esta é uma medida não uma solução máxima, por que muitas vezes passado isso tudo, só com uma convivência mais próxima nos apercebemos de alguns vícios comportamentais que terão de ser reeducados por nós educadores.
Esta é uma situação sentida por muitos colegas, mas pouco comunicada entre nós, por esse facto havia algum tempo que pretendia abordar aqui este assunto da área Pedagógica e desta forma estimular a implementação de medidas correctivas nas nossas Escolas do Método DeRose com a esperança de se obterem bons resultados.”
António Pereira





















